Antes de discutir benefícios e salários, vale olhar para a conversa que não acontece entre líder e equipe.
Em pesquisas de clima que conduzimos, a relação com a liderança direta aparece com frequência entre os principais motivos de saída — muitas vezes acima da remuneração. E, na maioria dos casos, o problema não é um líder ruim: é um líder que nunca foi preparado para conversar.
Feedback não é reunião anual de avaliação. É um hábito curto e frequente: o que funcionou, o que precisa mudar, o que será acompanhado. Quinze minutos por semana com cada pessoa mudam mais o clima do que qualquer campanha interna.
Para virar hábito, três coisas precisam existir: um roteiro simples, uma agenda fixa e um líder que também recebe feedback. Sem reciprocidade, a prática vira cobrança de mão única e morre em dois meses.
Comece por um grupo piloto de lideranças, treine com casos reais da própria empresa e acompanhe por um trimestre. É a intervenção de menor custo e maior efeito que uma PME pode fazer em gestão de pessoas.
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